terça-feira, 22 de março de 2016

A Tuberculose n' A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas filho

Variações sobre um tema original, "Medicina" na Literatura V, Op.17

   Desde a Antiguidade, a tuberculose, de presença impiedosa e diferentes denominações: tísica, consumpção, peste branca, influenciou o comportamento daqueles a quem atingiu. Esteve ligada à ideia de combustão do ser, gradualmente produzida pela febre. O comprometimento com a função pulmonar criou no imaginário as mais belas metáforas aéreas, voláteis, espirituais e profanas. Tais concepções constituíram o eixo da representação idealizada da tuberculose, existente desde a Idade Média e o Renascimento, com sensível reforço durante o século XIX, quando ficou conhecida como o mal do século.

   Múltiplos enredos na literatura e música foram tecidos, senão quando mesmo os seus autores delas sofreram. A propósito da encenação em Portugal em mais de 20 anos d"A Dama das Camélias" no Auditório Municipal Eunice Muñoz, em Oeiras, parece ser uma boa oportunidade por relembrar uma das mais clássicas intersecções entre a literatura e a medicina. "A Dama das Camélias", escrita ainda no séc. XIX por Alexandre Dumas Filho, é inspirada na vida real de uma elegante cortesã francesa, Marie Duplessis (1824-1847), que viveu nos meados do século XIX e que encantou Paris com a sua beleza. 


   Um dos mais célebres romances do século XIX, A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas, o filho, publicado em 1848 com enorme sucesso, foi adaptado, no ano seguinte, para teatro pelo próprio autor, mas só representado em 1852. Conta-nos a história de amor da belíssima plebeia Margarida Gautier com um jovem da alta burguesia francesa, Armand Duval. Deixando o glamour de Paris, os dois amantes retiram-se para o campo, mas o pai de Armand procura impedir esta relação, implorando a Margarida que deixe o filho devido ao bom nome da família. Margarida, infeliz, aceita abandonar o seu amado, dizendo-lhe que está comprometida, mas enquanto tenta esquecê-lo, mergulhando de novo na vida cortesã, adoece gravemente com tuberculose.
   Quando Armand Duval descobre que a renúncia ao amor por parte de Margarida Gautier resulta da pressão do seu pai, é já muito tarde... A inspiradora deste romance foi a jovem cortesã Marie Duplessis (1824-1847) que Alexandre Dumas filho conheceu em Saint-Germain-en-Laye. O próprio autor, em 1867, afirma que "a pessoa que me serviu de modelo para a heroína de A Dama das Camélias chamava-se Alphonsine Plessis, que compôs o nome de Marie Duplessis por achar que era mais eufónico e sugestivo". Esta jovem, de acordo com Dumas, "era alta e muito esbelta, de cabelo negro e rosto rosa e pálido. Tinha a cabeça pequena, olhos rasgados com o aspeto da porcelana de uma japonesa, mas vivos e finos, os lábios com o vermelho das cerejas e os mais belos dentes do mundo..."
   Marie Duplessis ou Rose Alphonsine Plessis nasceu na província, mas mudou-se para Paris, onde se tornou numa deslumbrante cortesã que arrebatava diversos corações, inclusive o de Dumas filho, que se apaixonou intensamente. Questões de dinheiro levam à separação, procurando a cortesã refúgio nos braços do compositor Franz Liszt e, mais tarde, no casamento com o Visconde de Pérregaux. 
   O fascínio por esta jovem mulher, que morreu com apenas 23 anos, levou Alexandre Dumas a construir Margarida Gautier, a personagem de uma trágica história de amor, que parcialmente o escritor vivera. O próprio nome "Dama das Camélias" resultou do facto de Marie Duplessis gostar de se rodear de flores, mas de se sentir mal com o perfume das rosas, recorrendo às camélias, sem aroma, para enfeitar a sua casa.
   Esta narrativa emotiva, marcada pelo lirismo romântico, e cujo tema serviu de inspiração a Verdi, em La Traviata, acabou por, simultaneamente, chocar e fascinar a sociedade da época. 

in Porto Editora, 2003-2016. [consult. 2016-03-21 16:00:34]. Disponível na Internet: http://www.infopedia.pt/$a-dama-das-camelias

   "A Dama das Camélias" encontra-se em Cena no Auditório Municipal Eunice Muñoz até 3 de Abril de 2016. Esta peça, produzida pela DRAMAX – Centro de Artes Dramáticas de Oeiras, conta no elenco com Sofia Alves, Ruy de Carvalho, Carmem Santos, Joel Branco, Igor Sampaio, Rita Cleto, Pedro Carvalho, Tiago Careto, Helena Veloso, Paula Marcelo, João de Carvalho e Carlos Santos. A encenação é de Celso Cleto

   "A discussão moral e ética desta obra leva-nos ao famoso episódio bíblico: Se Jesus perdoou Maria Madalena, por que não podemos perdoar nós a Dama das Camélias?", lê-se na nota de imprensa

Bilhetes e mais informações: http://ticketline.sapo.pt/evento/A-DAMA-DAS-CAMELIAS-DE-ALEXANDRE-DUMAS-FILHO-13108


Variações sobre um tema original "Medicina" na Literatura V, Op.17

ARS MEDICA ET CHIRVRGICA | Arte Médica e a História da Medicina

Representações da Condição Humana. Representações da Saúde e da Doença. Da Felicidade, Melancolia e do Desespero. Da Vida e da Morte. Na Arte, na Literatura, na Pintura, na Escultura, na Música. Fragmentos esparsos da Medicina na sua História.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Quem foi Miguel Torga?

Quem foi Miguel Torga?
Variações sobre um tema original, "Medicina" na Literatura IV, Op.16

   Miguel Torga é o pseudónimo do escritor, poeta e médico otorrinolaringologista Adolfo Correia da Rocha. Nasceu em São Martinho de Anta, em 1907 e morreu no dia 12 de Agosto de 1995 em Coimbra. Formado em Medicina pela Universidade de Coimbra, Miguel Torga desde cedo revelou invulgar talento para a poesia, tendo chamado a atenção dos críticos literários quando aos 21 anos de idade, publicou Ansiedade, um livro de poemas.

   Jovem e audacioso, Miguel Torga escreveu em pouco mais de cinco anos (1931 a 1936) três livros que surpreenderam o mundo das letras portuguesas, Rampa, Tributo e O outro livro de Job, que suscitaram grande polémica tanto pelo inconformismo do seu pensamento, como pelo arrojado modernismo formal. Como prosador, Torga assumiu um lugar de destaque no panorama literário português escrevendo Pão ázimo, Terceira voz e muito especialmente com a grandiosa série de romances autobiográficos constituída por A criação do mundo (os dois primeiros dias), O terceiro dia da criação do mundo, O quarto dia da criação do mundo e O quinto dia da criação do mundo. Homem de escrita rude e simples, Miguel Torga espantaria mais uma vez os críticos escrevendo Bichos, Montanha e O senhor Ventura, uma série de contos rústicos que o confirmaram como um dos maiores contadores de histórias da língua portuguesa. 


Miguel Torga em sua casa, de meias. Foto de Eduardo Gageiro. Em documentário para a RTP, o
fotógrafo gravou o testemunho do seu encontro e as circunstâncias da fotografia.

   Miguel Torga, que foi por diversas vezes candidato ao Prémio Nobel da Literatura, escreveu uma vasta série de romances: Novos Contos da Montanha, Pedras Lavradas, Lamentação, Cântico do Homem, Libertação, Odes, Nihil Sibi, Portugal, Poemas Ibéricos, Vindima, Diário, Alguns Poemas Ibéricos, O Porto, Traço de União e Penas do Purgatório. Para o teatro escreveu O Paraíso e Terra Firme. Recebeu os prémios Diário de Notícias (1969), Grande Prémio Internacional de Poesias das bienais de Knokke-Heinst (1976), Prémio Morgado de Mateus (1980), Prémio Montaigne (atribuído pela Fundação FVS de Hamburgo em 1981) e o Prémio Camões em 1989.

   Como forma de perpetuar a sua memória, para além de inúmeras ruas que lhe foram dedicadas, existem dois prémios de incentivo às letras, o prémio Literário Miguel Torga da Câmara Municipal de Coimbra e o Prémio Internacional Miguel Torga, instituído pelo Lions Club. Em Coimbra, local onde desenvolveu praticamente toda a sua obra, encontra-se a Casa-Museu em seu nome dedicada, assim como foram preservados outros espaços em viveu em S. Martinho de Anta, de onde é natural.

   Miguel Torga traduziu de forma exímia as suas raízes assumidamente transmontanas na sua escrita. Homem tão recto quanto veemente, possuído por uma profunda ternura pelo ser humano, legou-nos, como dramaturgo, autor de contos e de romances, mas sobretudo como poeta e diarista, uma obra onde se reflectem as apreensões, esperanças e angústias do seu e nosso tempo, mas que também se impõe pela pureza,  originalidade e coerência da linguagem.


Variações sobre um tema original "Medicina" na Literatura IV, Op.16

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terça-feira, 15 de março de 2016

Miguel Torga a propósito do discurso de tomada de posse do Presidente da República

Miguel Torga a propósito do discurso de tomada de posse do Presidente da República proferido a 9 de Março de 2016. 
Variações sobre um tema original, "Medicina" na Literatura III, Op.15

   Sua Excelência o Presidente Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa, o vigésimo da República Portuguesa, tomou posse esta semana. É notória a sua admiração pela Medicina, a caixa de comprimidos que sempre traz no bolso e os traços de hipocondria em várias ocasiões assumidos de forma despreconceituosa. No seu discurso, o novo Presidente citou António Lobo Antunes a propósito da vocação universal e marítima dos portugueses, Miguel Torga sobre nas suas reflexões sobre a portugalidade e Mouzinho de Albuquerque. Mas foi Miguel Torga que mais extensamente o fez no final do discurso. Torga que, um dia, disse: “O meu partido é o mapa de Portugal.” Pátria Portuguesa que vi como o traço de união do discurso do agora Presidente da República: “Identidade nacional feita de solo e sangue, e aposta na Língua, na Educação, na Ciência, na Cultura, na capacidade de saber conjugar futuro com passado, sem medo de enfrentar o presente.” 

   Não deixa de ser notável que dois dos três autores citados tenham, como na Literatura, encontrado na Medicina algumas das suas características mais humanísticas vertidas, também, na escrita. E ainda que nunca tivéssemos um Presidente da República médico, chegámos a ter um ilustre médico candidato nas presidenciais de 1925, Carlos Belo de Morais, o primeiro diretor da Faculdade de Medicina de Lisboa.

   Numa semana em que Miguel Torga foi resgatado do esquecimento com particular vínculo, será dado destaque a este Médico e um dos mais importantes escritores do Séc. XX nas próximas publicações. Nesta cita-se um artigo publicado esta semana que contextualiza a importância de Miguel Torga no discurso proferido. A Propósito da discurso de tomada de posse do XX Presidente da República, escreveu o Jornalista Sérgio Gomes no Jornal Público:

Miguel Torga em sua casa. 

"Miguel Torga e a consciência da portugalidade 
   “O difícil para cada português não é sê-lo; é compreender-se. Nunca soubemos olhar-nos a frio no espelho da vida. A paixão tolda-nos a vista. Daí a espécie de obscura inocência com que actuamos na História”. Este é o início da citação de um texto de Miguel Torga de 1987 com que Marcelo Rebelo de Sousa concluiu ontem o discurso de tomada de posse como Presidente da República. Quis assim remar contra aquela característica bem portuguesa de minimização das suas virtudes e capacidades, a eterna “inquietação encarnada” de que fala o poeta dos Contos da Montanha.
   Em 2006, no discurso que abriu o seu primeiro mandato como Presidente, Cavaco Silva tomou também de empréstimo uma frase de Torga — “nesga de terra debruada de mar” — para qualificar Portugal e a sua vocação marítima, cuja geografia abre um amplo campo de possibilidades que havia que explorar.
   A citação de grandes nomes da galeria da literatura portuguesa — Camões, Pessoa, Torga — é uma prática recorrente nos discursos políticos, e por maioria de razão no caso dos Presidentes da República. Sabe-se que Ramalho Eanes é também um grande admirador da escrita e da figura de Torga. Não nos tendo sido possível confirmar a presença de referências à sua obra nos dois discursos de tomada de posse do militar-Presidente, coube a Eanes, por exemplo, fazer-lhe o elogio e a entrega da primeira edição do Prémio Camões, na cerimónia do 10 de Junho de 1989. E por diversas vezes se referiu à escrita, e ao exemplo, do escritor transmontano — que uma vez disse ao Presidente: “Seja sério, mas não se leve demasiado a sério”. “O Presidente Ramalho Eanes é um grande admirador de Miguel Torga, e citou-o inúmeras vezes, mas não posso precisar se o fez nos seus discursos de posse”, disse ao Jornal Público o general Garcia dos Santos, que foi seu chefe da Casa Militar, acrescentando, de resto, que Eanes “sempre teve o hábito muito forte de citar escritores, portugueses e estrangeiros”, o que resulta do seu grande interesse pela literatura.
    Mário Cláudio ouviu o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa e vê no recurso a Miguel Torga algo natural. “Torga é uma personalidade a que se pode recorrer facilmente, porque é uma espécie de consciência da portugalidade”, diz o escritor, lembrando que ele escreveu um livro intitulado Portugal (1950). Mas não deixa de manifestar “alguma surpresa” pelo facto de o novo Presidente ter ido buscar um escritor que, “apesar da sua grande força telúrica, não deixa de ser um ânimo exaltado, um pessimista, sempre a queixar-se de tudo”. Por outro lado, Mário Cláudio estabelece um paralelo entre Torga e Eduardo Lourenço — que Marcelo convidou para integrar o Conselho de Estado. “São ambos personagens nascidos no interior, representam a interioridade, e tanto a criação poética de Torga como a produção ensaística e filosófica de Lourenço são vistas como consciências da Pátria, das suas raízes”. Nesse sentido, o autor de Astronomia acha normal que estas duas figuras da cultura portuguesa tenham agora uma presença mais notória no discurso e no imaginário político. Camões — cuja obra Jorge Sampaio citou, no seu discurso de 2001, como “exemplo de um tempo de mudança, incerteza e globalização” — “foi transformado em busto; e Pessoa é um urbano”, diz Mário Cláudio. E acha que no contexto actual, e com a assumida preocupação de realçar “a interioridade e as raízes mais profundas” do país, Marcelo Rebelo de Sousa — que, recorde-se, lançou a sua candidatura presidencial em Celorico de Basto, terra minhota onde tem raízes familiares —, evitaria citar “um poeta estrangeirado e cosmopolita”. 
Sérgio C. Andrade
in Jornal Público, 10.III.2016



Variações sobre um tema original "Medicina" na Literatura III, Op.15

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sexta-feira, 11 de março de 2016

Medicina e a Presidência da República

Medicina e a Presidência da República.
Variações sobre um tema original, "Medicina" em Portugal III, Op.14

   Poderia ter sido Presidente da República se tivesse aceitado candidatar-se ao cargo nas eleições presidenciais de 1923, mas como sempre fez ao longo da sua vida, Carlos Belo de Morais preferiu o exercício da Medicina aos grandes cargos. Numa altura em que as conturbações políticas da I República eram uma constante, chegou a candidatar-se como independente em condições menos vantajosas dois anos depois, em 1925, após a demissão do Presidente da República de então, Manuel Teixeira Gomes. Não passou para além da primeira volta, numas eleições nas quais Bernardino Machado sairia vencedor.

Carlos Belo de Morais, candidato às presidenciais de 1925.

   Carlos Belo de Morais foi o primeiro diretor da recém Faculdade de Medicina de Lisboa criada após a implantação da República, em 1911. Discípulo do Dr. Sousa Martins, estudou medicina na antiga Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, onde, mais tarde, foi docente e alcançou o topo da carreira como professor de clínica médica. Nascido no Crato em 1868, Belo de Morais foi um notável médico e professor, tendo sido Lente proprietário de Fisiologia Especial e Patologia Interna na Escola Médico-Cirurgica de Lisboa. Foi director do Hospital de Santa Maria e da enfermaria do Hospital de S. José, presidente da Sociedade de Ciências Médicas, membro do Conselho de Saúde e Higiene Pública, Liga Nacional contra a Tuberculose e da Assistência Nacional aos tuberculosos.

   Remodelou profundamente o ensino da medicina em Portugal, dando especial atenção à semiologia médica, saber que transmitia com uma conhecida capacidade oratória. É por muitos considerado o fundador da moderna medicina portuguesa.

   Falecido em Lisboa em 1933, Belo de Morais tem a sua memória perpetuada numa estátua erigida pelo povo do Crato.


   Nesta que foi a semana de tomada de posse do XX Presidente da República, de entre os três autores citados, dois deles médicos, nas próximas revisitações percorreremos aquele que culminou o discurso de tomada de posse de Sua Excelência o novo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa - Miguel Torga.


Variações sobre um tema original "Medicina" em Portugal III, Op.14

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quarta-feira, 9 de março de 2016

Colóquio "Artes de Cura: medicinas tradicionais no século XXI" | Museu da Farmácia





Colóquio "Artes de Cura: medicinas tradicionais no século XXI" | Museu da Farmácia
Variações sobre um tema original, "Medicina" em simpósios, conferências e exposições III, Op.13

   Nos dias 10 a 11 de março de 2016 o Organizado pelo Instituto de Estudos de Literatura Tradicional (IELT) com o apoio do Centro de História d’Aquém e d’Além Mar (CHAM), do Museu da Farmácia e da ISWARI, o encontro dirige-se a todos os profissionais e investigadores do ramo e a outros interessados nestas temáticas. O encontro ocorrerá no Museu da Farmácia e versará sobre as relações históricas, atuais e potenciais entre as medicinas tradicionais e o sistema de saúde.


   
   "Da história da medicina ibérica", "Da medicina popular portuguesa", "Saúde e alimentação", "Fé, magia e sagrado nas práticas de cura", "Medicina ontem e hoje (I)" e "Medicina ontem e hoje (II)" são os seis painéis que acolhem as 20 comunicações do colóquio internacional "Artes de cura: medicinas tradicionais no século XXI".

   O evento, que tem lugar Museu da Farmácia de Lisboa de 10 a 11 de março, inclui ainda as intervenções de Ana Gomes de Almeida (cardiologia), Isabel do Carmo (endocrinologia), Jorge Paiva (biologia) e João de Deus Catarino (medicina tradicional chinesa), dois workshops de chás e mezinhas, um lançamento de livro, uma mesa-redonda e múltiplos debates. O programa completo pode ser consultado aqui: 
http://fcsh.unl.pt/media/eventos/ProgramaColoquioMedicinasTradicionaisSeculoXXI.pdf

   Palestrantes: Fernando Magdalena, António Rei, Luís Tarujo, Bruno Barreiros, Sara Repolho, Natália Albino Pires, Mário Simões, Jorge Emanuel Martins, Irina Visan, Mônica Age, Diádiney Helena de Almeida, Lucília Chacoto, J. A. David de Morais, Hélio Simões, Aurélio Lopes, Margarida Alpalhão, Natália Nunes, Adília Fernandes, Adelino Cardoso, Raul Berenguel e Eduardo Castro.

Comissão Científica:
Adelino Cardoso (CHAM – FCSH/UNL, Lisboa)
Ana Paula Guimarães (IELT - FCSH/UNL, Lisboa)
Aurélio Lopes (IELT – FCSH/UNL, Lisboa)
Bruno Barreiros (CHAM – FCSH/UNL, Lisboa)
Fernando Magdalena (Centro de Investigaciones Psicobiofìsicas, Vigo)
Lucília Chacoto (UALG; CLUL; IELT – FCSH/UNL, Lisboa)
Ricardo Themudo Castro (IHC – FCSH/UNL, Lisboa)

Comissão Organizadora:
Anabela Almeida Gonçalves (IELT – FCSH/UNL)
Carolina Vilardouro (IELT – FCSH/UNL)
João Neto (Museu da Farmácia)
Oriana Alves (IELT – FCSH/UNL)
Paula Basso (Museu da Farmácia)

Inscrições e informações através do email coloquiomedicina2016@gmail.com.
Para mais informações: http://fcsh.unl.pt/media/noticias/destaques/coloquio-artes-de-cura-medicinas-tradicionais-no-seculo-xxi

Variações sobre um tema original, "Medicina" em simpósios, conferências e exposições III, Op.13

ARS MEDICA ET CHIRVRGICA | Arte Médica e a História da Medicina
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